Logo Background

Sábado é dia de vacinação contra a paralisia infantil

  • Postado por | 0 Comentários Comments
    Última Atualização: agosto 11th, 2010

    No próximo sábado, mais de 1,4 milhão de crianças mineiras com menos de 5 anos devem receber o reforço da vacina contra poliomielite, também chamada de paralisia infantil. Na segunda etapa da campanha nacional – a inaugural aconteceu no último dia 12 de junho – a Secretaria de Saúde de Minas (SES) vai disponibilizar 7.285 postos de vacinação, que funcionarão das 8 às 17 horas. A meta é que as doses cubram 95% do público alvo, incluindo as crianças que não se imunizaram na etapa anterior. Desde 1987, Minas Gerais está livre da poliomielite. O último caso foi registrado na cidade de Santa Maria de Itabira, na Região Oeste.

    Em Belo Horizonte, além dos 147 postos de saúde, outros 275 locais vão oferecer a vacina, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). Tudo para que a segunda dose chegue a cerca de 167 mil crianças da capital, número 24% superior ao da etapa de junho.

    Para atingir este objetivo, a gerente de Vigilância em Saúde e Informação da SMSA, Maria Tereza das Costa Oliveira, pede a cooperação e destaca o papel dos pais no controle da enfermidade. “Todos, se exceção, têm a obrigação de comparecer. Aqueles que perderam a dose inicial poderão agendar o reforço nas unidades de saúde posteriormente”, informa Maria Tereza.

    O Ministério da Saúde alerta que o vírus ainda circula em 26 países. Destes, Índia, Afeganistão, Paquistão (Ásia) e Nigéria (África) são considerados territórios endêmicos, ou seja, apontam transmissões constantes. Portanto, não se pode descartar o risco de uma possível volta da enfermidade ao Brasil, como garante a coordenadora de Imunização da SES, Tânia Brant.

    Ela esclarece que mesmo que a pólio continue longe, nada impede que a doença seja importada. “O fluxo e a rapidez da viagens hoje são consideráveis. Imagina quantas pessoas fazem rotas internacionais e desembarcam aqui?”, ressalta, lembrando que a eficácia das ações preventivas depende da vacinação massiva em um curto período de tempo. Daí o motivo de todos os anos haver a necessidade de se vacinar e programar campanhas.

    A paralisia infantil é infectocontagiosa e o vírus é transmitido por via fecal/oral, o que agrava o risco de contaminação em locais de higiene precária. “A infecção intestinal – ou seja, diarreia, aliada à febre – é o sintoma inicial da pólio. A partir daí, o poliovírus pode atingir as terminações nervosas, causando uma paralisia assimétrica e flácida nos membros”, relata Tânia Brant.

    Segundo ela, isso significa que se a perna direita é afetada, por exemplo, é provável que o braço esquerdo também seja, prejudicando a sua rigidez. “Os óbitos são comuns quando há a paralisia dos músculos respiratórios”, completa Tânia.

    Érica Nunes, 31 anos, não falha um final de semana de vacinação e diz que sempre está atenta à caderneta do filho, de 1 ano. “Vou a todas ‘convocatórias’ dos órgãos de saúde. O Cacá, meu filho, já se imunizou na primeira vez e vai comparecer na fila de sábado”, afirma. Érica aconselha as mães a terem atitudes semelhantes.

    “Busquem vacinar os seus filhos não só durante as campanhas veiculadas pela mídia, mas também fora do calendário oficial. Nestas horas, o médico pediatra ajuda muito e sabe nos orientar”, diz ela, citando o velho ditado popular: “a prevenção [TEXTO]é o melhor remédio”.

    Brasil recebeu certificado de erradicação da poliomielite

    Nenhum brasileiro apresentou sintomas da paralisia infantil após um caso na Paraíba, em 1989. Tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) concedeu ao país o certificado da erradicação da transmissão da doença. No Brasil serão distribuídas, de forma gratuita, 24 milhões de doses da vacina. O governo espera imunizar 14,6 milhões de crianças nos estados.

    O Ministério da Saúde explica que a vacina não possui contraindicações. Mas recomenda avaliação médica prévia a crianças que apresentem febre acima de 38 graus ou algum tipo de infecção. Pessoa que tenha problemas com doenças que afetam o sistema imunológico, como o câncer e a Aids, também deve procurar auxílio especializado antes de se vacinar.

    Adultos atentos à imunização

    Se a caderneta de vacinação das crianças deve estar sempre em dia, a dos adultos também merece atenção. Médicos alertam que as pessoas, na maioridade, tendem a deixar de se imunizar com reforços de algumas vacinas ou de tomar doses não ministradas durante a infância e adolescência. Existe até um calendário de vacinação adulta, indicado pelo Ministério da Saúde no seu site – http://www.portal.saude.gov.br/ – que especifica a periodicidade das aplicações e as doenças que elas previnem.

    A patologista e mestre em Imunologia, Paula Fernandes Távora, esclarece que, em caso de dúvida ou perda da caderneta, o correto é procurar uma instituição de saúde para atualizar as vacinas. Segundo a médica, são raros os casos envolvendo problemas e reações com superdosagens e sobrecarga. “Mesmo se a pessoa tiver tomado a dose, o organismo vai se readaptar e não haverá complicações”, explica.

    Paula lembra que, depois dos 20 anos, pode-se receber um reforço da chamada tríplice viral (para sarampo, caxumba e a rubéola). Já a imunização referente ao combate da febre amarela, tétano e difteria precisa ser refeita de dez em dez anos. “Quem não se recorda de ter contraído varicela, a popular catapora, ou vacinado contra o sarampo também deve se orientar. Ainda há tempo de evitá-las”, descreve ela, que compara o valor da caderneta ao do passaporte ou CPF.

    Outras recomendações partem da alergista e imunologista Corina Toscano Sad. A médica afirma que apenas em ocasiões especiais as pessoas se preocupam com o histórico de vacinas. “Isso só acontece na época da gravidez ou se alguém vai viajar a um país que exige certo tipo de imunização”, lamenta. Portanto, Corina chama a atenção para as doses relacionadas ao HPV (vírus que causa o câncer no colo do útero) e às hepatites A e B.

    “A do HPV é indicada às mulheres com até 26 anos. Em relação à hepatite, um exame de sangue diagnostica se o indivíduo está protegido ou não. Basta solicitá-lo”, pondera Corina. As “agulhadas” contra a meningite tipo C, infecções respiratórias e influenza também aparecem na lista de prioridades de ambas as médicas.

    Diferente dos seus amigos, o estudante de Direito Luís Filipe Ciscotto, 22 anos, orgulha-se em manter a sua caderneta atualizada. No começo de cada ano, ele checa os prazos das vacinas. “Assim, o risco de se pegar uma doença perigosa torna-se mínimo. Melhor me prevenir”, diz.

    Fonte: Jornal Hoje em Dia

    Related Posts with Thumbnails

Escrever um Comentário

 

Agenda

fevereiro 2012
D S T Q Q S S
« dez    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
26272829  

Acompanhe-nos:

feed-icon-blue-128

Escreva abaixo seu email: