Parque Municipal completa 113 anos
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113 anos de muito verde
O Parque Municipal Américo Renné Giannetti chega aos 113 anos consagrado como o mais antigo patrimônio ambiental de Belo Horizonte. Inaugurado no dia 26 de setembro de 1897, antes mesmo da nova capital mineira, o Parque foi projetado no final do século XIX pela comissão construtora encarregada de planejar a cidade. Mesmo localizado no Hipercentro, região mais adensada da cidade, o local forma hoje um ecossistema representativo, com árvores centenárias e ampla diversidade de espécies. O parque reúne cerca de 280 espécies de árvores exóticas e nativas, além de ser considerado um refúgio para a fauna silvestre, abrigando aproximadamente 50 espécies de aves e outros animais, como gambás e micos. Com uma área de 182 mil metros quadrados de extensa vegetação, o parque contribui para amenizar o clima da região central da cidade.
A área verde e o ambiente agradável são os fatores que levam a assistente administrativo Sônia Rocha a eleger o parque como o lugar ideal para se exercitar. Sônia mora no Centro de Belo Horizonte e pratica exercícios físicos no Parque Municipal duas vezes por semana. Segundo ela, os equipamentos esportivos disponíveis no local são um complemento fundamental para sua rotina de atividades. “Vir ao parque me faz bem. Além de variar o espaço de praticar os exercícios, é ótimo para que eu relaxe e tenha ainda mais prazer”, disse. Sônia considera muito importante para a população poder contar uma área verde bem no Centro da cidade e afirma que a manutenção do parque é feita de maneira bastante cautelosa.Além dos equipamentos esportivos, o parque oferece para a população opções de lazer gratuitas: brinquedos, pista de caminhada, quadra poliesportiva, pista de skate e quadra de tênis. O local também dispõe, com tarifa de R$1,21 opções de brinquedos eletrônicos, como carrossel, roda-gigante e pula-pula. Os freqüentadores também podem se divertir com os tradicionais burrinhos, o trenzinho e os fotógrafos lambe-lambes, que já fazem parte da história consagrada do Parque.
Bento de Pádua, 68 anos, começou a trabalhar com fotografia no local há 32 anos e explica que o Parque é fundamental para a vida dele, pois é de onde tira toda sua renda. O fotógrafo afirma que a parte mais interessante do trabalho é lidar com a diversidade de pessoas que freqüentam o local.
Espaço de lazer para todos
A estudante Regiane Fernanda vai comemorar 15 anos no dia 9 de outubro e escolheu o Parque Municipal como cenário de seu book de debutante. Regiane conta que mesmo com tantas outras possibilidades de ambiente em Belo Horizonte, escolheu o parque por ser um lugar que ela freqüenta desde criança e do qual gosta muito. “É importante preservar um espaço como esse no Centro da cidade. O parque tem muita área verde e é muito bonito, por isso escolhi aqui”, explica.
Importância do Parque para o futebol mineiro
Além de ter sua fundação diretamente ligada à história da cidade de Belo Horizonte, o Parque Municipal também contribuiu para escrever a história do futebol mineiro, sendo palco da fundação do Clube Atlético Mineiro, uma das equipes mais tradicionais do Brasil. No dia 25 de março de 1908, um grupo de 22 estudantes trocou as aulas daquela quarta-feira por uma reunião no coreto do Parque. A partir daquela reunião, nascia, então o Athlético Mineiro Football Club, que em 1913 sofreu uma mudança de grafia e passou a ter o atual nome.
Um século de história
Inaugurado em 26 de setembro de 1897, antes mesmo da nova capital, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti foi projetado em estilo romântico inglês, pelo arquiteto paisagista francês, Paul Villon, para ser o maior e mais bonito parque urbano da América Latina. Antes de sua implantação, o espaço abrigava a Chácara Guilherme Vaz de Mello, conhecida como Chácara do Sapo, que serviu de moradia para o próprio Paul Villon e para Aarão Reis, engenheiro chefe da Comissão Construtora encarregada de planejar e construir a nova capital de Minas Gerais. Hoje, o Parque Municipal possui diversas nascentes que abastecem três lagoas e cerca de 280 espécies de árvores exóticas. O espaço também é um importante abrigo da fauna silvestre, com aproximadamente 50 espécies de aves e outros animais como gambás e micos. Além disso, o Parque Municipal apresenta um relevante potencial aquífero, com três lagoas e diversas nascentes que afloram em diferentes locais.
Além das diferentes espécies que compõem a fauna e a flora do local, o Parque também possui cerca de 14 monumentos fixos. Dentre eles estão quatro obras que homenageiam os fundadores de Belo Horizonte; a estátua feminina da Deusa das Águas; o busto de Anita Garibaldi; de Carlos Vaz de Carvalho; de Catullo da Paixão Cearense e de Flausino Rodrigues Vale. Adquirida no ano de 2008, a escultura de Vitória de Samotrácia, que retrata Atena Niké, a deusa grega da Vitória, é o monumento mais recente do local, e está localizada na pracinha próxima à Mãe Mineira. Dentre as esculturas do parque, também está o busto de Américo Renné Giannetti, uma homenagem ao responsável pela primeira grande obra de recuperação do Parque Municipal, realizada na década de 50, quando o Parque herdou o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte.
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